Análise de Negócios

Gostei desse "negócio", mas por onde começar?

O que é Análise de Negócios?


Well, análise de negócios é, nas minhas palavras, foco no problema que precisa ser resolvido. É paixão pelo problema. Para entender o que é o problema, vamos começar por algo conhecido de quem trabalha com software: a solução.

Existem muitas empresas há tempos vendendo soluções, na verdade, “Soluções” é o segundo nome de milhares delas. Quando alguém vende soluções, presume-se que alguém entendeu bem o problema para fazer a “compra” correta. Certo? Até parece!

Pois então, é ali que o analista de negócios entra, antes dessa decisão desastrada que implicaria um projeto problemático ele entra em cena e começa a fazer perguntas inconvenientes como uma criança  de três anos encadeando um novo “por que?” a cada resposta até ficar cansado, satisfeito ou até chegar ao “big bang” - o que vier primeiro.

É claro que existe toda uma metodologia para se conseguir as informações a respeito do objeto da sua paixão - o problema - mas a lógica primordial é a seguinte:

“tudo, eu repito, tudo o que se faz em uma organização dentro de projetos está (ou deveria estar) ligado à estratégia dessa organização. Nada existe por acaso.”
           
Em suma, os processos são como o motor do carro, ele gira mais rápido ou mais de vagar, mas para virar para os lados e mudar de fato a rota você precisa de projetos.

Projetos e processos

Apenas para lembrar, processos são atividades que seguem um fluxo e são executadas inúmeras vezes, utilizando os mesmos recursos e sempre com o objetivo de gerar o mesmo produto (ou resultado). Quanto mais semelhantes forem os resultados de um processo melhor ele está sendo executado.

Já um projeto é um esforço temporário feito por um número definido de pessoas com o objetivo de gerar um produto (ou resultado) único.

Assim, você pode até participar de um projeto que tem como objetivo o desenvolvimento de um novo processo, contudo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Quando falo que para mudar a rota são necessários projetos, me baseio em algo que vi em um curso do PMI: “Projetos ligam a estratégia aos resultados”.

Esse link me fez falta a faculdade toda, pois em uma aula estudada estratégia, na outra aula processos, mas não sabia como implementar a estratégia, ficava na conversa.

Voltando para o negócio

Essa pedra me atingiu quando depois de alguns anos fazendo websites por fazer (por que era divertido e eu era bem pago), me toquei que eles eram produzidos devido a objetivos estratégicos como fortalecimento da marca ou aumento das vendas. O projeto do site era a ação que ligaria a estratégia aos resultados.

Isso é verdadeiro mesmo que essa estratégia esteja na cabeça de uma pessoa apenas, geralmente o presidente da organização. Você provavelmente vai encontrar diferentes níveis de organização e transparência da estratégia indo da cabeça do presidente até elaborados mapas estratégicos. O importante é saber que ela existe, mesmo quando escondida.

Com base nisso temos o primeiro ponto de ruptura com uma imagem antiga do analista de negócios que focava apenas no “levantamento de requisitos”, limitado à ser apenas um dos subordinados à engenharia de requisitos.

Isso porque não basta você receber uma missão e sair entrevistando pessoas perguntando o que elas gostariam que fosse feito nos sistemas ou produtos. Se fizer isso, o valor que você irá trazer ao projeto será muito limitado, talvez você reme muito bem, mas pode até remar para o lado errado.

Falando em valor, o grande valor de um analista de negócios está em ajudar a organização a definir quais são os projetos prioritários, isso com base na estratégia, ou seja, voltando ao negócio, você precisa conhecê-lo intimamente.

Não saia colocando a mão nos seus sistemas sem levar para jantar e pegar um cineminha. Apenas essa intimidade vai trazer fundamentação verdadeira para o seu trabalho.