Análise de Negócios

Gostei desse "negócio", mas por onde começar?

Fontes de informao


Howard Podeswa

O Howard trabalhou muitos anos como analista de sistemas em empresas de diferentes países e com o tempo foi sentindo mais necessidade de entender o domínio do problema. Com isso, ele incorporou o que chama de ITBA, ou, analista de negócios de TI. Seu método é bastante pragmático e é muito interessante para quem deseja aprender a utilizar a UML no desenvolvimento e comunicação dos requisitos e não apenas de especificações.

Ele faz um uso magistral dos recursos como diagrama de entidades, atividades, objetos e máquinas de estados ainda dentro dos requisitos. Ele chama isso de “BOOM” – Business Object Oriented Modeling. Vamos falar sério, o mundo é composto por objetos. Se até os sistemas que se baseiam nos negócios são orientados a objetos, por que não orientar a própria modelagem dos negócios? Experimente, pegue qualquer negócio e mapeie as suas entidades como classes, fica muito legal. Para fazer cenários, use um diagrama de objetos. Todavia ele pensa pouco em modelagem de negócios como definimos anteriormente. Ele se concentra mais no projeto em mãos.

Se você trabalha em uma área de desenvolvimento e precisa colocar ordem na casa rapidamente, sugiro que faça um “copy and paste” no processo que ele prega e então faça seus ajustes. Só lembre de deixar as iterações pequenas, por favor. Aquela documentação cheira à cascata.

O seu livro, “UML for the ITBA” traz o método completo explicado com base em um caso real. Para termos uma idéia do foco do Howard, ele acabou de lançar um guia completo de ferramentas para o analista de negócios do tipo abra e use, “The BA handbook” que em breve estará disponível no Brasil em português.

Atualmente, além de escrever (e pintar quadros), ele possui uma empresa de consultoria e que licencia os direitos da sua metodologia para empresas que oferecem treinamentos no Canadá e Estados Unidos e agora também Brasil.

Howard é um dos revisores do BABoK. Eu tive o prazer de visitá-lo em Toronto em 2008, sujeito gente finíssima, pena que não se envolve muito em blogs e grupos de discussão, pois traria uma contribuição muito rica. Lembro que modelamos um pequeno sistema em um pedaço de papel em um restaurante. Quem gosta de modelar modela em qualquer lugar.

IIBA – International Institute of Business Analysis

O instituto internacional de Análise de Negócios surgiu no Canadá faz pouco tempo e tem como missão a divulgação a análise de negócios e a definição de um corpo de conhecimento da área. O seu principal produto, o BABOK (Business Analysis Body of Knowledge) é um guia bastante abrangente das atividades de análise de negócios, das suas técnicas e competências.

Essas coisas quando surgem lá na América do Norte ficam meio de cima para baixo, distantes, contudo, foi aberto um capítulo do IIBA em São Paulo no qual estou botando muita fé. O objetivo é divulgar pra valer a análise de negócios. Se você estiver interessado em contribuir, é só entrar em contato.

O IIBA está atualmente trabalhando em uma extensão ágil para o BABOK. Ocorre que apesar de não haver um pensamento cascata no BABOK, é comum os leitores interpretarem as atividades de análise de negócios como sendo uma fase separada do projeto, realizada antes do desenvolvimento ocorrer. A extensão ágil vem para deixar claro como ocorre a análise de negócios em contextos ágeis.

“Se eu ler o BABOK de ponta a ponta vou me transformar em analista de negócios?”, não exatamente, mas ajuda muito. Atualmente estou trabalhando junto ao capítulo São Paulo do IIBA da tradução do BABOK 2.0. Acreditamos que uma versão em português irá auxiliar na aproximação entre o IIBA e os praticantes de análise de negócios no Brasil.

Paulo Vasconcellos

O Paulo é o maior pensador de análise de negócios no Brasil. Ele formatou um conteúdo baseado em muito estudo e nas suas experiências de muitos projetos, bons e maus, e criou oficinas de formação para analistas de negócios as quais ele vem ministrando em todo Brasil. Suas oficinas sofrem constantes evoluções conforme ele vai estudando e trocando ideias com os participantes.

Temos divergências, entretanto posso dizer que evoluí e muito graças tanto às oficinas quanto aos embates que acontecem no grupo de e-mails que ele mantinha para as pessoas que participam das oficinas e que foi recentemente assumido pelo IIBA.

Este texto conta com o meu ponto de vista a respeito da análise de negócios, contudo, muito, mas muito ali foi influenciado pelo Paulo, e por isso sou grato. Está longe de ser uma obra original.

Outro grande mérito do Paulo é o foco que ele dá para a modelagem de negócios. Ele foi quem a colocou no mesmo patamar da engenharia de requisitos pra valer. O Howard passa longe disso, o BABoK destinou tão pouco espaço que o Paulo chegou a chamá-lo de “REBoK”.  Como vimos, a modelagem de negócios merece carinho (além do jantar e do cineminha).

Está mais que na hora do Paulo publicar um livro sobre análise de negócios, ele já ameaçou fazer isso em 2009, mas depois cancelou. Quando sair, será uma bela referência.